O quarto dia do festival Cultura Sem Fronteiras assinalou-se no último sábado no parque do Vale do Silêncio. Desta vez, o foco principal foi a cultura portuguesa.
A primeira atuação do dia ficou a cargo do grupo PorBatuka, constituído por jovens talentos que chegaram cheios de garra para mostrar o seu amor pela arte da percussão, mais concretamente a percussão tradicional portuguesa.
Logo após começar a atuação, rapidamente esta atraiu a curiosidade e atenção de diversas pessoas que se juntaram à frente do palco, de forma a ouvirem e sentirem mais de perto o ritmo dos batuques.
Fundado a 8 de julho de 2017, este grupo aposta fortemente na formação musical gratuita, promovendo sempre valores como a solidariedade, a amizade, a integração e a inclusão social. O sucesso do grupo tem vindo a crescer cada vez mais, obtendo um maior destaque nacional (de salientar que os PorBatuka já chegaram a participar no programa Got Talent Portugal!).
Neste dia dedicado a Portugal, fizemos referência a uma das tradições mais queridas dos portugueses que é a Marcha. Claro é que convidámos os melhores marchantes para subirem ao nosso palco para uma atuação especial: Marcha dos Olivais.
Apesar do calor que se fazia sentir, os nossos representantes da Marcha dos Olivais não se deixaram afetar, trazendo consigo muita animação e entusiasmo que facilmente se espalhou pelo público.
Como seria de esperar, foi uma atuação incrível com as vozes bem afinadas e os passos acertados relembrando a atuação nas Marchas Populares de Lisboa 2024.
O final da tarde não poderia ter sido mais especial com um concerto do maravilhoso grupo Dados Viciados, banda tributo aos Xutos e Pontapés.
Mesmo mantendo a sua própria essência e identidade, esta atuação transportou o público para aquele que parecia ser um concerto daquela que é considerada uma das mais intemporais bandas de rock nacional. A energia que foi transmitida pelos 5 membros dos Dados Viciados foi absolutamente incrível e contagiou todos ao redor. Dos mais pequenos aos mais velhos, todos cantaram, gritaram e dançaram ao ritmo de temas que marcaram a história e o panorama nacional da música portuguesa.
Esta foi uma das diversas maneiras de homenagear os Xutos e Pontapés, em especial Zé Pedro que será novamente homenageado pela Junta de Freguesia de Olivais com a inauguração do Jardim Zé Pedro prevista para breve.
Ao início da noite, chegou a vez de Luís Trigacheiro maravilhar os espectadores com o seu talento. Originário do Alentejo, o artista ganhou reconhecimento a nível nacional após a sua participação num programa de talentos.
A sua voz é única e inconfundível, embalando e transmitindo paz e leveza para quem a escuta. O seu sotaque alentejano valoriza ainda mais a sua atuação, que só por si já é mágica. O cenário de fundo minimalista mas acolhedor tornou esta atuação ainda mais especial.
Uma das atuações que mais interesse gerou durante este quarto dia de festival foi, sem dúvida, a atuação dos Pauliteiros de Miranda.
A alteração nos horários de atuação (estavam revistos subir ao palco durante a tarde) acabou por se revelar uma decisão mais do que acertada, sendo que resultou num maior número de espetadores no público para presenciarem esta performance.
Esta foi uma atuação repleta de talento, surpresas, interação com o público e muita diversão. A forma como cada dança foi apresentada na língua mirandesa deixou os espectadores surpresos mas atentos, com vontade de aprender expressões e palavras nesta que é a língua cooficial de Miranda do Douro.
Encerrámos a noite com a marcante atuação de Ana Moura.
Milhares de pessoas juntaram-se no Vale do Silêncio para puderem assistir aquele que era o concerto mais esperado da noite. Ninguém saiu desapontado! A artista apresentou o seu álbum ‘Casa Guilhermina’ acompanhada por incríveis músicos e talentosos bailarinos. Mesmo com alguma rouquidão na sua voz, a cantora entregou a alma e o coração neste que foi um concerto absolutamente maravilhoso.
Desde fado tradicional a eletrónica, passando por ritmos africanos, latinos e portugueses, ninguém foi capaz de ficar parado durante esta atuação.
Claro que não podemos deixar de salientar o maravilhoso trabalho da nossa DJ residente Merche Romero, que ajudou a animar o público durante a festa.
A Junta de Freguesia de Olivais agradece a todos os artistas que subiram ao nosso palco neste quarto dia de festival, assim como agradece a todos aqueles que fizeram parte do público durante estas maravilhosas atuações.
Há Cultura nos Olivais!
